segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Ozouri – 30 e 31 de Janeiro 2012


Há uma semana fui com um grupo de amigos passar o fim-de-semana a Ozouri, uma língua de terra entre o estuário do Rio Ogooué e o mar, um pouco a Sul de Port-Gentil. O caminho para Ozouri faz-se de carro, por caminhos de areia (que lembram claramente os corta-fogos da Charneca em Alcácer do Sal) e, depois, por selva até ao estuário. Aí apanha-se uma lancha que nos deixa em Ozouri.

Ozouri em si mesmo não é nada de muito rebuscado: é uma extensão de areia de cerca de 800m de largura com um lodge muito típico no extremo Norte, junto ao rio, e palmeiras e vegetação rasteira. 

Não há nem lixo nem luxo, apenas praia, pesca (quando o tempo e o mar o permitem) e uma pequena aldeia de pescadores a Sul. O que faz de Ozouri um destino mais ou menos comum por estas paragens são os seguintes aspectos:

1 – Ozouri é um dos principais locais de desova de tartarugas marinhas na região; e
2 – Apesar do lodge ser muito simples, a cozinha é extraordinária.

O objectivo do fim-de-semana era, portanto, não fazer rigorosamente nada! Aproveitar um pouco as ondas, comer peixe e lagostins com fartura e, com sorte, ver alguma tartaruga (não é época da desova mas nunca se sabe).

Passámos um fim-de-semana agradável e descansados (aliás como prevíamos), pescámos um pouco na praia (não apanhámos nada) e vimos um tubarão. Vi pela primeira vez da minha vida (felizmente ao longe) um homem adulto a fazer cocó (sim, estava à espera desde o início de escrever a palavra mágica “cocó” no Tugabão). Estava a passear junto ao mar e a 40m de mim, onde acabava a praia e começavam as palmeiras, um tipo local (pescador presumo eu) encontrava-se nu, em posição fetal, (como se nada fosse) a fazer cócó (olha, escrevi-a outra vez!) no chão com vista panorâmica para o mar (excusado será dizer que dei meia volta imediatamente). 
 
 (Nós na praia à chegada)

À noite ficámos no edifício central do lodge a jogar Time’s Up e Jungle Speed, o que deu para rir bastante (entre acusações de batota e mímicas descabidas).

O ponto alto do fim-de-semana deu-se no Domingo quando, ao regressarmos da praia para almoçar (como príncipes) encontrámos uma tartaruga acabada de eclodir a remar (não sei se é assim que se diz quando elas estão em terra) freneticamente… na direcção errada! Por algum motivo a tartaruga saiu da areia e encaminhou-se para o lodge em vez de ir para o mar. Apesar deste animal claramente não ter nascido para ser um vencedor (parece-me) decidimos dar-lhe uma hipótese e levámo-la para perto do mar. Aqui ficam umas fotografias do Franklin (nome que foi atribuído ao animal… eu pessoalmente queria chamar-lhe Raymond por causa do Rain Man) que neste momento estará a caminho da Austrália ou no estômago de um qualquer animal maior que ele (digo ele mas não investigámos o sexo do animal, aliás, nem saberíamos onde procurar…) tiradas por uma amiga minha que é fotógrafa profissional (o marido dela veio para cá trabalhar e ela lançou o negócio dela como fotógrafa) e que se chama Anne-Laure Seret (www.anne-laureseret.com).



(Run Franklin! Run! Esta fotografia ficou fantástica)

(First strokes on the way to Australia)

Sábado dia 11 (último fim-de-semana desta rotação) devemos lá ir passar o dia de novo. A ver se vemos algum bicharoco… 

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

TIA

Não escrevo aqui no Blog há muito tempo. 

Na rotação passada estive sempre em programas e conheci muita malta solteira (não é o que parece), o que me permitiu ter muitos mais programas (com casados, espera-se que eles liguem para fazer algo ao fim-de-semana mas não se liga a pedir porque estão em família).

Cheguei ao Gabão para esta rotação mesmo em cima do Natal (dia 20 de Dezembro para ser exacto) e no dia seguinte voei logo de Libreville para Port-Gentil.

Passei o Natal com 3 amigos, um dos quais fazia anos no dia 24. Foi calmo e muito simpático com uma troca de presentes engraçada. Vou passar o ano com eles. Era suposto irmos à selva mas vamos adiar porque uns amigos nossos que ainda não chegaram também gostavam de ir e fica mais giro se formos mais.

Devemos passar o ano cá em Port-Gentil numa festa calma num restaurante do centro.

Hoje aconteceu-me pela primeira vez uma coisa (aparentemente) típica destas paragens, que me leva a escrever (está a ser um dia de trabalho calmo). 

A pessoa que trabalha neste escritório comigo está no tribunal a representar um cliente e estou tenho estado aqui sozinho. Qual o meu azar quando, há cerca de 1h30, um oficial do exército (com um físico mais generoso ainda que o meu) entra pelo escritório adentro com ar de cão a pedir comida à mesa!  

Tudo começou com um "como te chamas? eu sou o não sei quantos, prazer! Inch Allah vais poder ajudar-me" em tom de quase choro (note-se).

A história era que o filho ia ser operado, tinha uma pasta com os papeis para demonstrar (estavam era todos dobrados, empoeirados e rasgados, mas adiante) só que precisava de dinheiro para operação senão o filho ia morrer (diz que ele, pai sargento, tinha estado prestes a suicidar-se ontem).

Perguntou-me se eu era católico e, como ele também era (apesar de ter começado com um "inch Allah") eu tinha o dever de o ajudar.

Bom, não sei como desenrasquei mas (infelizmente a minha carteira estava em cima da secretária por isso não podia simplesmente dizer que não tinha nada) lá lhe expliquei que tinha jurado pela minha honra diante da bandeira do meu País que não podia dar qualquer quantia directamente a um oficial estrangeiro (malandrice...) e que podia ir preso no meu país e que o nosso sócio cá podia ser expulso da Ordem dos Advogados e que se acontecesse os filhos dele é que iriam morrer à fome etc.


Lá o convenci de que não podia e o homem foi embora.

Nisto tive de ir a casa tratar duma vistoria dos ares condicionados e quando chego ao escritório, vem um tipo que trabalha numa empresa aqui ao lado contar-me o que lhe aconteceu: um oficial do exército passou lá em baixo no escritório dele e era assim um tipo com ar abatido e físico a puxar para o "alongado" que estava com um problema enorme porque a "mulher está com uma gravidez complicada e tem de ser operada hoje e (ele) não tem dinheiro e só se queria suicidar!..." (isto ainda tem mais graça porque este tipo é japonês e ele estava mesmo perturbado por um oficial com o dobro do peso dele suplicá-lo de joelhos)

TIA...

sábado, 27 de agosto de 2011

Boa vida / má vida

Sim isto aqui é assim… Não há vida normal, há boa vida e má vida, só.

Começo pela má vida: estive sem internet durante a maior parte da semana e há 3 dias que estou sem água (os baldes e garrafas de emergência estão a ficar vazios). A ver se passa ou se começa a chover a sério para poder tomar banho à chuva.

A boa vida é o costume, quando não estou a trabalhar vou para a praia (ora para a do irmão do Damas ora de barco para as praias “selvagens”). No meio disto, a Gaboa ainda está viva e agora segue o meu carro (sim porque entretanto já não preciso de alugar carro, temos o nosso) para todo o lado e vai lá a casa comer.


 

No outro dia tive um episódio engraçado com ela… estava na sala a ver televisão enquanto ela dormia ao lado do sofá. De repente, passa um anúncio em que a meio um cão ladra. A cadela passou-se! Saiu directa para o jardim a ladrar e depois deu umas rondas pelo andar de baixo da casa meio a rosnar e a ladrar, parti-me a rir (lembrem-se que é uma cadela da rua, para que eu a conseguisse ter relaxada com a televisão ligada já foi uma trabalheira na primeira rotação…).

No Domingo passado, ao voltar da praia, vimos uma baleia e uns golfinhos. Não estavam muito longe mas não tive tempo de sacar da máquina e tirar umas fotografias infelizmente.

Tenho continuado a conhecer cada vez mais pessoas o que é bom e vou tendo programas à noite (o que sempre é melhor que o vazio de casa onde ainda não tenho internet, por isso ainda é apenas o sítio onde durmo e como).

Entretanto acabo de almoçar no restaurante do irmão do Damas onde i) fiz um anúncio para a Super Bock (que ainda estou a ponderar submeter à UNICER), ii) estive a brincar com pássaros (que não têm mesmo medo nenhum) e iii) tentei comer o maior hambúrguer que vi na minha vida (e fui vencido).

Ficam aqui umas fotografias.

Sequência para anúncio para a Super Bock:




 

 

 

Hambúrguer:
(Dei a maior trinca que podia e vejam o que dá em relação ao hamburger)


(Nesta altura ia desistir)
  
(Depois não admiti ficar a meio só e comi até a este ponto, e já estava mesmo a rebentar... mesmo assim, este resto é maior do que qualquer hamburger do McDonald's)

Boa vida…

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Round 2 e pensamentos dispersos


Há já muito tempo que não escrevo cá.

Na 2ª feira passada começou o 2º round. Desta vez vou estar cá por 8 semanas (na primeira vez penso que fiquei 5 só).

Os voos (para Paris e depois para Libreville) correram bem e tive a sorte de ficar as duas vezes junto ao corredor. Desde que cheguei (3ª ao fim do dia) ainda não fui ao escritório porque esta semana feriado, devido à festa nacional da independência só se trabalha hoje, 6ª feira.

Fui dar umas voltinhas para ver se apanhava os desfiles mas é tanta gente na rua que acabei por voltar para hotel. Tenho estado por aqui a ler e a adiantar algum trabalho a partir do quarto de hotel.

Fiquei no entanto com alguns pensamentos suspensos da última rotação e com uma coisa que reparei nestes 3 dias desde que cá estou e vou aproveitar para os expor.

Quando cheguei da última vez era o início da estação seca (a das chuvas é a mais quente das duas) e agora estamos no final da mesma estação. Não sei se é porque vinha do ainda relativo frio de Portugal ou se porque nunca tinha sentido uma humidade deste género mas a verdade é que estava um calor horrível e bastante sol (agora até tem estado fresco – como quem diz entre 23 e 26 graus e nublado). Por uma razão ou outra, tinha muito calor e era-me impossível andar mais 20m no exterior sem começar logo a suar. Foi assim durante toda a estadia mas ao fim de duas semanas reparei que os locais (especialmente as mulheres) andavam bastante mais devagar que eu… nalguns casos, “muito bastante” mais devagar que eu.

Durante 3 dias decidi experimentar andar tão lentamente quanto o razoavelmente possível para tentar perceber o porquê o que levava os locais a andarem tão devagar. Aconteceram duas coisas (completamente distintas uma da outra mas ambas derivadas do facto de andar mais devagar):
1ª – Uma pessoa de facto sua muito menos se andar devagar. Não me perguntem explicação, não sei. Uma pessoa passa mais tempo ao sol mas, de facto, tem menos calor e, consequentemente, sua menos;
2ª – Apesar de, apesar dos meus esforços, andar substancialmente mais rápido do que a maioria das mulheres, fartava-me sempre, a meio da caminhada, de estar a andar tão devagar! De minha casa ao escritório (Port-Gentil) devem ser cerca de 80 metros mas a verdade é que a meio já estava completamente farto de andar tão devagar!

Hoje em dia percebo os alentejanos (ou por outras, percebo porque fazem as coisas devagar embora não perceba como têm saco para as fazer tão devagar).

A outra coisa que reparei na 1ª rotação foi que as regras de condução (pelo menos em Port-Gentil) não são iguais às dos outros sítios até onde estive. Demora um pouco a habituar-se mas no final é muitíssimo mais simples. Para guiar sem qualquer problema em Port-Gentil basta fixar estas regras:
1 – Os sinais luminosos são respeitados por todos “à risca”;
2 – A prioridade é sempre (mas mesmo sempre) dos táxis;
3 – Os táxis, embora sejam carros, são guiados no trânsito como se fossem motas; e
4 – Saber onde pôr as rodas porque as estradas nem sempre são muito uniformes.

De resto, tive de dar umas voltas de táxi hoje cá em Libreville e descobri (finalmente) uma coisa mais barata no Gabão do que em Portugal: andar de táxi. Negoceia-se o preço à entrada do táxi (normalmente é uma coisa uniforme, 2.000 Francos CFA (3€) por volta e, se for mesmo curta, dá para negociar 1.000 FCFA. Depois se forem várias voltas em que é necessário que o taxista espere por nós é uma questão de propor um preço que (a menos que seja ridiculamente baixo) é aceite. Basicamente hoje tive de dar a volta quase inteira à cidade e paguei 7.000 FCFA (foram 45 minutos de táxi e sempre a andar porque não há trânsito hoje), o que é equivalente a 10,50€.

Vou agora finalmente arrancar para Port-Gentil.

domingo, 5 de junho de 2011

Gaboa e afins

Há já uns dias que não punha nada no blog porque a internet nestas paragens é tão consistente como os conhecimentos de engenharia de José Sócrates.

Felizmente está resolvido e tenho algumas coisas para contar (não têm muita graça mas preciso de ir escrevendo em português de vez em quando).

Quinta-Feira passada foi feriado e fiz duas coisas que queria fazer há algum tempo. Fui visitar o jardim zoológico (se é que se lhe pode chamar isso) de Port-Gentil e fui (finalmente) ao Cap Lopez.

O “jardim zoológico” cheira pessimamente e fez-me um pouco confusão ver alguns animais naquelas condições. Os chimpanzés pareciam uns autistas, sentados a abanar-se lentamente de encontra as grades… foi esquisito. Vi o meu primeiro gorila por estas terras (espero ver um selvagem ainda este ano).


O Cap Lopez é porreiro. O sítio é engraçado e estavam umas ondinhas! Não sei se isto cresce muito ou não mas de todo o modo, mesmo com meio metro as ondas têm força suficiente para me levar sem problema. Como os fundos são altos, apesar de serem de areia, as ondas são muito perfeitinhas (se isto crescer um pouco e os fundos aguentarem deve dar para muita diversão!).



(o ponto amarelo assinala o sítio onde apanhei as ondas, foi mesmo em frente ao farol. A segunda fotografia é a vista do farol para norte)

 O Cap é conhecido pelo seu farol, mas estava bastante mau tempo e a primeira fotografia que vou pôr do farol há-de ser uma decente (portanto fica para outra altura).

Entretanto aconteceram duas coisas que não esperava e ambas foram muito boas!

1- Conheci o importador da Super Bock, ou seja, finalmente estou em casa (apesar de não ter tirado nenhuma torgafia ao frigorífico) e ele é o gerente do primeiro restaurante onde fui à praia cá (só que os empregados não me disseram que tinham super bock e tive de beber a Régab e a Castel que são ambas más).


2 - pseudo-adoptei uma cadela de uma raça pouco comum em Portugal mas muito em voga em alguns países. É um Mastim Tropical Africano. É puríssima! Estes cães são temidos pela sua estatura maciça e pelo poder das suas mandíbulas assassinas. 


Belo espécime... olhem para o ar assassino do animal, tudo instinto! Teve uma ninhada há uns tempos e cruzava-a todas as manhãs quando ia para o escritório (a pé) e à noite quando voltava para casa. Deixava-lhe sempre um pouco de comida portanto ela começou a seguir-me para onde ia. Agora já se deita na sala enquanto vejo jogos de rugby.


É uma boa companhia e não podia ser mais calma e meiga. Obviamente não dorme lá em casa, mas insiste em dormir à porta...

Baptizei-a de Gaboa.




Pronto, resumidamente pus isto a dia.






quarta-feira, 1 de junho de 2011

Pura Vida (localização)

Entretanto à medida que o blog vai andando, vou tendo umas ideias (umas melhores que outras) e vou tentando implementar aos poucos as que considerar boas...

Esta é uma delas.

Ainda não sou muito cromo com o Google Earth (sei que não há-de ser uma ciência muito complexa mas cada um tem as suas limitações...) mas reparei agora que é possível "retirar" vistas do Google Earth.

Em princípio, nos próximos tempos tudo se vai passar em Port-Gentil (ilha Mandji) pelo que é fácil encontrar no Google Earth. Eu vou, tanto quanto possível, tentar pôr as vistas dos sítios por onde passar.




O sítio onde estão os 3 rios é a zona de manguezal onde demos o passeio de barco no Domingo. Chama-se "les Trois Rivières" (os três rios...). A "case" onde passámos a maior parte do dia e onde almoçámos é quase no início da extensão que se encontra à direita das Trois Rivières, algures no primeiro terço da extensão.

Acima, do lado de lá da baía, é a refinaria da Total, que está mesmo na ponta do Cap Lopez (zona que espero ir visitar amanhã ou este fim-de-semana).

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Pura Vida

Bom, sei que a expressão não é normalmente aplicada aqui por estas zonas mas após o inferno que foi Sábado, nada mais me ocorreu para além da expressão costa-riquenha para descrever aquilo que foi este Domingo.

Como vos disse no último post, tinha sido convidado para um churrasco em casa duns expats (pensava eu) que conheci na 6ª à noite. (“Pensava eu” porque acabou por não ser bem em casa deles).

Para descrever bem, uma pequena explicação prévia (prévia mas tardia porque, de facto, já devia ter sido feito). Em primeiro lugar, Port-Gentil é a cidade principal da Ilha Mandji (porque há também umas aldeias semi-tribais). Depois, a ilha não é bem uma ilha, é uma península, cuja base é atravessada por um rio (que não tem ponte) e que é essencialmente arenosa (com muito manguezal).

A minha boleia apanhou-me em casa logo de manhã e arrancámos (para minha surpresa) para uma das marinas da cidade. Daí arrancámos na lancha dos expats.

A ilha, como vos disse, é arenosa e à volta tem grandes bancos de areia, que estão a seco na maré vazia e raramente estão submersos a mais de 2m. 



(esta fotografia, na maré cheia, é tirada a 150m da praia mais próxima, que está na fotografia de cima)

Mais umas fotografias do caminho. 





O destino era uma praia meio selvagem onde eles têm uma “case” que não é nada mais do que uma pequena estrutura de madeira, com uma mesa (e um pequeno churrasco ao lado). Este foi o cenário quando chegámos (às 10h15 da manhã).




À tarde demos um passeio pelos rios do manguezal que desaguam ali perto. Mesmo no meio desta selva, a água é duma transparência inacreditável. 




 



Ao final da tarde voltámos para Port-Gentil.

Apanhei um escaldão nas orelhas (nunca me tinha acontecido) e nas costas, mas não tem mal… soube bem.