sábado, 27 de agosto de 2011

Boa vida / má vida

Sim isto aqui é assim… Não há vida normal, há boa vida e má vida, só.

Começo pela má vida: estive sem internet durante a maior parte da semana e há 3 dias que estou sem água (os baldes e garrafas de emergência estão a ficar vazios). A ver se passa ou se começa a chover a sério para poder tomar banho à chuva.

A boa vida é o costume, quando não estou a trabalhar vou para a praia (ora para a do irmão do Damas ora de barco para as praias “selvagens”). No meio disto, a Gaboa ainda está viva e agora segue o meu carro (sim porque entretanto já não preciso de alugar carro, temos o nosso) para todo o lado e vai lá a casa comer.


 

No outro dia tive um episódio engraçado com ela… estava na sala a ver televisão enquanto ela dormia ao lado do sofá. De repente, passa um anúncio em que a meio um cão ladra. A cadela passou-se! Saiu directa para o jardim a ladrar e depois deu umas rondas pelo andar de baixo da casa meio a rosnar e a ladrar, parti-me a rir (lembrem-se que é uma cadela da rua, para que eu a conseguisse ter relaxada com a televisão ligada já foi uma trabalheira na primeira rotação…).

No Domingo passado, ao voltar da praia, vimos uma baleia e uns golfinhos. Não estavam muito longe mas não tive tempo de sacar da máquina e tirar umas fotografias infelizmente.

Tenho continuado a conhecer cada vez mais pessoas o que é bom e vou tendo programas à noite (o que sempre é melhor que o vazio de casa onde ainda não tenho internet, por isso ainda é apenas o sítio onde durmo e como).

Entretanto acabo de almoçar no restaurante do irmão do Damas onde i) fiz um anúncio para a Super Bock (que ainda estou a ponderar submeter à UNICER), ii) estive a brincar com pássaros (que não têm mesmo medo nenhum) e iii) tentei comer o maior hambúrguer que vi na minha vida (e fui vencido).

Ficam aqui umas fotografias.

Sequência para anúncio para a Super Bock:




 

 

 

Hambúrguer:
(Dei a maior trinca que podia e vejam o que dá em relação ao hamburger)


(Nesta altura ia desistir)
  
(Depois não admiti ficar a meio só e comi até a este ponto, e já estava mesmo a rebentar... mesmo assim, este resto é maior do que qualquer hamburger do McDonald's)

Boa vida…

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Round 2 e pensamentos dispersos


Há já muito tempo que não escrevo cá.

Na 2ª feira passada começou o 2º round. Desta vez vou estar cá por 8 semanas (na primeira vez penso que fiquei 5 só).

Os voos (para Paris e depois para Libreville) correram bem e tive a sorte de ficar as duas vezes junto ao corredor. Desde que cheguei (3ª ao fim do dia) ainda não fui ao escritório porque esta semana feriado, devido à festa nacional da independência só se trabalha hoje, 6ª feira.

Fui dar umas voltinhas para ver se apanhava os desfiles mas é tanta gente na rua que acabei por voltar para hotel. Tenho estado por aqui a ler e a adiantar algum trabalho a partir do quarto de hotel.

Fiquei no entanto com alguns pensamentos suspensos da última rotação e com uma coisa que reparei nestes 3 dias desde que cá estou e vou aproveitar para os expor.

Quando cheguei da última vez era o início da estação seca (a das chuvas é a mais quente das duas) e agora estamos no final da mesma estação. Não sei se é porque vinha do ainda relativo frio de Portugal ou se porque nunca tinha sentido uma humidade deste género mas a verdade é que estava um calor horrível e bastante sol (agora até tem estado fresco – como quem diz entre 23 e 26 graus e nublado). Por uma razão ou outra, tinha muito calor e era-me impossível andar mais 20m no exterior sem começar logo a suar. Foi assim durante toda a estadia mas ao fim de duas semanas reparei que os locais (especialmente as mulheres) andavam bastante mais devagar que eu… nalguns casos, “muito bastante” mais devagar que eu.

Durante 3 dias decidi experimentar andar tão lentamente quanto o razoavelmente possível para tentar perceber o porquê o que levava os locais a andarem tão devagar. Aconteceram duas coisas (completamente distintas uma da outra mas ambas derivadas do facto de andar mais devagar):
1ª – Uma pessoa de facto sua muito menos se andar devagar. Não me perguntem explicação, não sei. Uma pessoa passa mais tempo ao sol mas, de facto, tem menos calor e, consequentemente, sua menos;
2ª – Apesar de, apesar dos meus esforços, andar substancialmente mais rápido do que a maioria das mulheres, fartava-me sempre, a meio da caminhada, de estar a andar tão devagar! De minha casa ao escritório (Port-Gentil) devem ser cerca de 80 metros mas a verdade é que a meio já estava completamente farto de andar tão devagar!

Hoje em dia percebo os alentejanos (ou por outras, percebo porque fazem as coisas devagar embora não perceba como têm saco para as fazer tão devagar).

A outra coisa que reparei na 1ª rotação foi que as regras de condução (pelo menos em Port-Gentil) não são iguais às dos outros sítios até onde estive. Demora um pouco a habituar-se mas no final é muitíssimo mais simples. Para guiar sem qualquer problema em Port-Gentil basta fixar estas regras:
1 – Os sinais luminosos são respeitados por todos “à risca”;
2 – A prioridade é sempre (mas mesmo sempre) dos táxis;
3 – Os táxis, embora sejam carros, são guiados no trânsito como se fossem motas; e
4 – Saber onde pôr as rodas porque as estradas nem sempre são muito uniformes.

De resto, tive de dar umas voltas de táxi hoje cá em Libreville e descobri (finalmente) uma coisa mais barata no Gabão do que em Portugal: andar de táxi. Negoceia-se o preço à entrada do táxi (normalmente é uma coisa uniforme, 2.000 Francos CFA (3€) por volta e, se for mesmo curta, dá para negociar 1.000 FCFA. Depois se forem várias voltas em que é necessário que o taxista espere por nós é uma questão de propor um preço que (a menos que seja ridiculamente baixo) é aceite. Basicamente hoje tive de dar a volta quase inteira à cidade e paguei 7.000 FCFA (foram 45 minutos de táxi e sempre a andar porque não há trânsito hoje), o que é equivalente a 10,50€.

Vou agora finalmente arrancar para Port-Gentil.