Este post vai ser um pouco diferente dos que tenho vindo a pôr, e sê-lo-à por três motivos (todos completamente diferentes uns dos outros) :
1 - é referente a um dia e é publicado no próprio (do dia);
2 - não vai ter documentação fotográfica (nem sismográfica, já agora) de qualquer espécie; e
3 - é a 1ª vez que publico dois posts no mesmo dia pelo que, a fortiori (tinha saudades de usar latim... tirei Direito para quê senão para usar latim?), este é o primeiro 2º post de um dia.
O dia de hoje começou muito cedo (e vai acabar relativamente tarde) mas correu muito bem. De madrugada apanhei um voo de 30minutos para Port-Gentil. Esta cidade não tem nada a ver com Libreville. Desde logo porque é muito mais pequena, mas também porque é situada numa ilha.
Port-Gentil é a "cidade do petróleo" do Gabão. É mais notório, nesta cidade, o ambiente de negócio que aqui se vive. Os restaurantes são propícios para isso, há expatriados em todo o lado, a vida é um pouco mais cara e, sobretudo, nota-se mais o contraste com a realidade dos locais.
No entanto, há um fenómeno estranho que não sei explicar (porque não tive tempo para pensar nisso ainda e, quando tiver, não não sei se chegarei alguma vez a conclusão alguma) e que é o de haver uma convivência aparentemente mais tranquila em relação a esta disparidade (sobretudo do lado da população local).
Se, em Libreville, tive às vezes a sensação que eu não era bem "olhado", aqui isso não acontece de todo. O choque é maior em Libreville porque só se vê realidade diferente da que estava habituado (e aqui não, vê-se isso numa escala menor porque a cidade é fisicamente diferente, mas a realidade ocidental está bem presente também).
E penso que esta naturalidade apesar da disparidade nao deriva só do facto de haver uma maior percentagem de expatriados... é provável que existam sinergias que fazem com que a população local acabe por beneficiar mais com a presença dos expatriados (ainda que isso signifique vida mais cara) do que se estes aqui não estivessem (e é claro que os expatriados, esses beneficiam em estar aqui, senão estariam noutro sítio).
Bom isto são apenas pequenas dúvidas que tenho mas que não vou conseguir aprofundar hoje e, ainda que algum dia aprofunde, não sei se valerá dissertação (porque extremamente fastidioso para quem lê e porque me faltam conhecimentos de antropologia para escrever algo plausível).
Voltando ao terra-a-terra, o pouco que vi da cidade agradou-me bastante. A nível de infraestruturas dificilmente poderia estar melhor servido (tanto a casa como o escritório são óptimos, a um minuto a pé de distância, num condomínio com espaço, jardim etc.) e a nível profissional muito interessante.
Aqui estou (fisicamente) ao lado dos clientes, sempre em contacto com eles. O tipo de dossiers que tenho para tratar é outro, a responsabilidade também é outra e, sobretudo, dou a cara, e isso não implica só dar boa imagem do escritório ou de mim (e tenho de dar de ambos), implica gerir todo o lado de relacionamento humano com pessoas de nacionalidades, idades, profissões, experiência e cultura completamente diferentes das minhas.
Mal consiga fotografar isto publico porque acho isto verdadeiramente fantástico e quero que chegue Sábado muito rápido para ir ver melhor tudo...
Mas agora em verdade.... E A PRESSÃO DO DUCHE? é outra?
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